QUEM APRENDE, LIDERA
Dia 3 · 20 de agosto

LIDERANÇA,
PESSOAS E
FERRAMENTAS
DE GESTÃO

Programa Executivo de Conteúdo · Grupo Bild
Lideranças, gerentes de vendas e gerentes de house
GUILHERME MACHADO · IQR
Onde estamos

Penúltimo dia.
O dia em que tudo converge.

DIA 1
LIDERAR
Como a liderança interfere na performance
DIA 2
GERIR
Como funil, CRM e dados tornam a operação controlável
DIA 3
POTENCIALIZAR
Como pessoas e ferramentas ampliam a gestão
DIA 4
EXECUTAR
Como tudo isso chega à ponta e vira comportamento
Dia 3 · Pessoas e FerramentasBild · Vitta
Antes de qualquer conteúdo
Ontem cada um escolheu um ritual para instalar, com dia, hora e limite.
Quem já colocou na agenda?
Abertura03
Dois dias atrás de nós
Dia 1 · Liderar
O resultado do time é o retrato do padrão que a liderança aceita. E a liderança interfere em quatro lugares: padrão, rotina, conversa e consequência.
Dia 2 · Gerir
Volume, conversão e velocidade. O CRM que devolve valor é alimentado. E não falta dado, falta ritual com dia, hora, limite e responsável.
O sistema está de pé. Só que sistema nenhum executa sozinho.
Quem executa é gente.
Abertura04
Objetivo do dia
Sair daqui sabendo diagnosticar uma pessoa com a mesma precisão com que ontem vocês aprenderam a diagnosticar um funil.
E, no fim do dia, com um sistema de gestão próprio escrito em uma página.
Abertura05
O que se diz no corredor

O problema
é a pessoa.

  • "Esse corretor não tem perfil."
  • "Ele não tem fome."
  • "Já falei mil vezes e não adianta."
Para a sala responder, não o mentor
Quem já disse alguma dessas nos últimos 30 dias?
E o que essa frase está escondendo?
Abertura06
Na maior parte das vezes você não tem um problema de gente.
Você tem um problema de diagnóstico.
Ontem ninguém aqui aceitaria "o funil está ruim" como diagnóstico. Hoje a gente vai parar de aceitar "ele não tem perfil".
Abertura07
Como o dia está organizado
Bloco especial
IA e ferramentas aplicadas à rotina do gestor. Produtividade, análise, apoio à decisão e acompanhamento do time.
Bloco · pessoas
Diagnóstico de performance individual, feedback, conversas difíceis e responsabilização.
Bloco · sistema
Os três dias viram um sistema de gestão próprio, escrito em uma página.
Ferramenta sem diagnóstico vira brinquedo. Diagnóstico sem ferramenta vira relatório. Hoje as duas coisas se encontram.
Abertura08
01
Bloco especial

IA E FERRAMENTAS
APLICADAS À
ROTINA DO GESTOR

Bloco especial09
Antes de passar a palavra

Três coisas para
anotar durante o bloco.

  • Qual tarefa da sua semana aquela ferramenta resolveria. Não a ferramenta, a tarefa.
  • Quanto tempo isso te devolveria por semana, em números.
  • O que você faria com esse tempo. Se a resposta for "mais reunião", não vale a pena.
Vocês trouxeram uma tarefa repetitiva anotada. É agora que ela serve.
Bloco especial10
Modelo de resposta

Como eu preencheria, com a minha semana.

A tarefa repetitivaTempo que consomeO que eu faço com esse tempo de volta
Montar à mão o relatório semanal de funil por corretor2h por semanaAcompanhar duas visitas em campo. É a única coisa que muda o comportamento na ponta
Ler e resumir as anotações de atendimento para achar objeção recorrente1h30 por semanaPreparar o 1:1 com evidência de verdade, em vez de improvisar na hora
Responder as mesmas dúvidas de tabela e condição no grupo do time45 min por semanaEscrever o padrão uma vez, e o tempo deixa de existir em vez de ser realocado
Repare na terceira coluna. Tempo devolvido sem destino é reabsorvido pela operação em uma semana.
Bloco especial11
De volta

Uma pergunta antes
de seguir.

Qual tarefa da sua semana deixa de existir a partir de segunda?
Ferramenta não decide. Ferramenta não desenvolve ninguém. Ferramenta amplia quem já sabe o que quer fazer. Por isso o resto do dia é sobre exatamente isso.
Bloco especial11
02
Bloco · pessoas

GESTÃO E
DESENVOLVIMENTO
DE PESSOAS

Bloco pessoas12
A promessa do Dia 1
No primeiro dia eu disse que, na camada do comportamento, existe uma pergunta que abre outro mundo.
E que a gente ia abrir essa gaveta hoje.
A origem é habilidade, processo, disciplina ou escolha?
Bloco pessoas13
Toda baixa performance tem uma origem

Quatro origens.
Intervenções diferentes.

Habilidade
Não sabe fazer.
Nunca aprendeu, ou aprendeu errado. Faz com esforço e sai torto.
Processo
Não existe clareza.
Ninguém definiu o que é certo. Cada um faz de um jeito e todos acham que está certo.
Disciplina
Sabe, mas não sustenta.
Faz bem quando alguém olha. Some quando ninguém olha.
Escolha
Sabe, consegue e não faz.
Tem clareza, tem capacidade e decide não fazer.
Bloco pessoas14
Das quatro origens, três são responsabilidade da liderança.
Só uma é da pessoa.
E é justamente a mais rara. Só que é a que a gente usa primeiro, porque é a que não dá trabalho nenhum.
Bloco pessoas15
O teste, sempre nesta ordem
PergunteSe a resposta forA origem é
Existe padrão escrito e conhecido do que é certo aqui?NãoProcesso
Se a vida dele dependesse disso hoje, ele conseguiria fazer bem?NãoHabilidade
Ele já fez isso bem alguma vez e depois parou?SimDisciplina
Tem clareza, sabe fazer, já sustentou antes e mesmo assim não faz?SimEscolha
Pular a primeira pergunta é o erro mais comum. Quase toda "falta de vontade" que eu investigo termina em falta de padrão.
Bloco pessoas16
A intervenção certa
OrigemO que resolveO que não resolve
ProcessoPadrão escrito, critério objetivo, exemplo demonstradoCobrar mais forte
HabilidadeTreino, modelagem, acompanhamento presencial, repetiçãoConversa motivacional
DisciplinaRotina curta, acompanhamento próximo, ritual com dataTreinar de novo o que ele já sabe
EscolhaConversa de responsabilização e consequência combinadaMais treinamento, mais padrão, mais paciência
Aplicar a intervenção da linha errada não é neutro. Custa tempo, custa dinheiro e queima a relação.
Bloco pessoas17
Ferramenta 1 · Caderno pág. 3

Diagnóstico da origem.

Escolha um corretor real do seu time que está abaixo do esperado.
  • Descreva o comportamento em fato observável, não em adjetivo. "Não tem fome" não é fato.
  • Percorra as quatro perguntas na ordem. Não pule a primeira.
  • Nomeie a origem dominante. Pode haver mais de uma, mas escolha a que sustenta as outras.
  • Escreva a intervenção correspondente, com data.
Bloco pessoas18
Modelo de resposta

O diagnóstico que muda no meio do caminho.

EtapaExemplo preenchido
Primeira leitura"O Rodrigo não tem fome. Faz o mínimo."
Fato observávelEm 9 visitas acompanhadas, ele apresentou o imóvel antes de perguntar qualquer coisa sobre a necessidade do cliente
Existe padrão escrito?Não. Ninguém nunca escreveu como se conduz uma visita nesta house
Ele conseguiria fazer bem?Não sei dizer. Nunca vi ninguém demonstrar o certo para ele
Já fez bem antes?Não. Sempre fez assim, desde que entrou
Origem dominanteProcesso, e habilidade em seguida. Não é escolha
A intervençãoEscrever o padrão de visita até sexta, demonstrar em 2 visitas com ele até o dia 30, e só então cobrar
A leitura começou em "não tem fome" e terminou em "eu nunca escrevi o padrão". É quase sempre assim.
Bloco pessoas19
O que a pesquisa mostra
82%

é a frequência com que as empresas escolhem a pessoa errada para a função de gestor.

Cerca de 1 em cada 10 pessoas tem talento natural para gerir. Outras 2 em 10 têm parte dos traços e chegam lá com desenvolvimento. O problema quase nunca é a pessoa. É o critério de escolha e a ausência de formação depois.
Gallup · State of the American Manager
Bloco pessoas20
Vocês escolhem corretor do mesmo jeito que as empresas escolhem gestor: pelo desempenho anterior, não pelo talento para a função.
E depois cobram um resultado que ninguém ensinou a produzir.
Bloco pessoas21
Limpando a palavra

Três coisas que chamam
de feedback e não são.

Elogio
"Você é muito bom." Faz bem, não muda nada. Não diz o que repetir.
Bronca
"Assim não dá." Alivia quem fala, não instrui quem ouve. Some no dia seguinte.
Avaliação
"Você está abaixo da meta." Isso é o placar. O time já sabe. Não é conversa, é leitura de número.
Feedback é o que muda o próximo comportamento. Se não mudou nada, foi desabafo.
E feedback anual é autópsia. Desenvolvimento precisa acontecer com o trabalho ainda vivo.
Bloco pessoas22
Onde está o ganho, e onde está o risco
+19%
de performance nos 60% do meio do time quando o desenvolvimento é de alta qualidade. Nos campeões e nos últimos, o efeito é marginal.
2x
Desenvolvimento mal feito prejudica quase o dobro do que o bem feito ajuda. Conversa ruim não é neutra, é destrutiva.
É por isso que conversa de desenvolvimento precisa de método, e não de inspiração.
CEB · Sales Executive Council
Bloco pessoas23
O que a pesquisa mostra
80%
dos profissionais que receberam uma conversa significativa na última semana estão plenamente engajados.
16%
é quanto dizem que a última conversa com o gestor foi realmente significativa. Em uma base de quase 15 mil pessoas.
O que funciona a gente já sabe. Só quase não acontece.
E a desculpa do tempo não se sustenta: conversas de 15 a 30 minutos têm mais efeito do que as de 30 a 60, desde que aconteçam com frequência.
Gallup
Bloco pessoas24
O método

Cinco passos.
Nessa ordem.

01 · Fato
O que aconteceu, observável. Sem adjetivo, sem "sempre", sem "nunca". Data e situação.
02 · Impacto
O que aquilo produziu no resultado, no cliente ou no time. Não no seu humor.
03 · Pergunta
"Como você viu essa situação?" Antes da sua explicação. Sem isso é monólogo.
04 · Acordo
O que muda especificamente, a partir de quando. Combinado por ele, não imposto por você.
05 · Acompanhamento
Quando vocês vão olhar isso de novo. Sem data, o acordo evapora em uma semana.
Bloco pessoas24
A mesma situação

Desabafo

"Cara, você precisa melhorar no follow-up."

"Você some com o cliente."

"Todo mundo aqui consegue, você não."

Sai da sala sem ninguém saber o que fazer

Feedback

"Nas três propostas da semana passada, o retorno saiu depois de 4 dias."

"Duas delas fecharam com outra imobiliária nesse intervalo."

"Como você viu essas três situações?"

"O que dá para combinar para o retorno sair em 24 horas? Olho isso com você na sexta."

Bloco pessoas25
A troca que muda a conversa

Descreva o comportamento.
Não rotule a pessoa.

O rótuloO comportamento observável
"Você é desorganizado""Três retornos venceram sem contato nesta semana"
"Você não tem compromisso""O Nav ficou sem próxima ação em 14 das suas 20 oportunidades"
"Você não tem fome""Você fez 3 visitas na semana. A média do time é 7"
"Você é resistente""A gente combinou isso em duas conversas e não aconteceu nas duas"
Comportamento pode ser discutido e desenvolvido. Identidade só gera defesa.
Bloco pessoas27
Onde a conversa acontece

Um 1:1 útil cabe
em 30 minutos.

5
Contexto
Como está a semana dele. Escutar, não resolver.
10
Performance
Os números dele, com o Nav aberto. Fato, não impressão.
10
Desenvolvimento
Um comportamento. Só um. Com evidência observada.
5
Acordo
O que muda, a partir de quando e como vocês verificam.
Se os 30 minutos inteiros forem para performance, você não fez um 1:1. Fez uma cobrança com uma pessoa só.
Bloco pessoas28
Ferramenta 2 · Caderno pág. 6

A conversa que você
está adiando.

Todo gestor tem uma. Escreva a sua.
  • Com quem é a conversa e há quanto tempo você adia.
  • Escreva os cinco passos: fato, impacto, pergunta, acordo e acompanhamento.
  • Marque a data em que ela vai acontecer. Sem data, ela continua sendo adiada.
  • Ensaie em dupla. Seu parceiro faz o papel do corretor e pode resistir.
Bloco pessoas26
Modelo de resposta

A conversa, escrita antes de acontecer.

PassoO que eu vou dizer
Com quem, e há quanto tempo adioRodrigo. Adio há quatro meses
1 · Fato"Rodrigo, nas nove visitas que eu acompanhei desde maio, em todas você começou mostrando o imóvel antes de perguntar qualquer coisa sobre o cliente."
2 · Impacto"Das nove, duas viraram proposta. A média da house é o dobro disso. E a sua conversão de visita para proposta é a mais baixa do time."
3 · Pergunta"Como você enxerga essas visitas?"
E aqui eu calo a boca e espero.
4 · Acordo"O que dá para combinar para as próximas visitas começarem com três perguntas de necessidade, antes de mostrar qualquer ambiente?"
5 · Acompanhamento"Eu vou junto nas duas primeiras, sem entrar. E a gente olha isso no 1:1 do dia 15."
A data da conversaTerça, dia 26, às 9h. Já está na agenda dele e na minha
Repare que em nenhum momento aparece "você precisa melhorar". Só fato, número, pergunta e acordo.
Bloco pessoas27
A conta do adiamento

Três motivos, e nenhum
deles é o que a gente diz.

  • "Não é a hora certa." Nunca é, e nunca vai ser.
  • "Ele está passando por um momento." Às vezes verdade, quase sempre desculpa.
  • "Ele vende bem." Aí você já sabe do Dia 1 onde isso termina.
Enquanto você adia, o time inteiro aprende o que é aceitável aqui. Adiar não é gentileza. É transferir o custo para quem cumpre.
Bloco pessoas27
Empatia sem expectativa clara vira permissividade.
Cobrança sem apoio vira ameaça.
Não existe escolha entre ser humano e ser exigente. Quem separa as duas coisas está fugindo de uma delas.
Bloco pessoas30
A distinção que muda tudo
Você não cobra a pessoa.
Você cobra o combinado.
Se houve combinado
A conversa é simples e não é pessoal. Existe um acordo e ele não foi cumprido. Isso é fato.
Se não houve combinado
Não existe o que cobrar. O problema volta para a liderança e o primeiro passo é combinar.
Por isso o passo 4
O acordo não é formalidade do feedback. É o que torna a próxima conversa possível.
Bloco pessoas28
Calibração do time

Resultado e comportamento pedem decisões diferentes.

Resultado  →
ALTO E DESALINHADO
Entrega número e corrói o padrão. Confrontar e proteger a cultura. É a decisão que define o que a casa é.
ALTO E ALINHADO
Reconhecer de verdade e ampliar autonomia. Aqui é onde você cria o nível 2.
BAIXO E DESALINHADO
Acordo final com prazo e consequência combinada. Sem enrolação e sem crueldade.
BAIXO E ALINHADO
Desenvolver e acompanhar de perto. É aqui que mora o maior retorno do seu tempo.
Comportamento alinhado ao padrão  →
Bloco pessoas31
O que a pesquisa mostra
71%
dos líderes relatam aumento significativo de estresse desde que assumiram a função atual. Eram 63% em 2022.
19%
é quanto dizem ter boa capacidade de delegar. E delegação aparece como o principal fator de prevenção do esgotamento.
Construir autonomia não é generosidade com o time.
É o que protege quem lidera.
DDI · Global Leadership Forecast 2025 · 10.796 líderes em mais de 50 países
Bloco pessoas32
Retomando o Dia 1

Autonomia não se concede.
Se constrói.

Nível 1 · Decide
Rotina. Resolve sozinho. Para chegar aqui precisa de padrão claro e repetição.
Nível 2 · Decide e informa
Decide, executa e comunica. Para chegar aqui precisa de julgamento treinado, não só de técnica.
Nível 3 · Escala
Exceção e risco. Fica com a liderança, e isso não é falha de ninguém.
Se um corretor está no mesmo nível há dois anos, isso não é característica dele. É ausência de plano.
Bloco pessoas29
Maturidade não é característica da pessoa.
É capacidade demonstrada em uma tarefa.
O mesmo corretor pode ser nível 3 na visita, nível 1 na prospecção e nível 2 no Nav. Dar um nível único para a pessoa inteira é o atalho que trava o desenvolvimento.
Bloco pessoas34
A armadilha da justiça
Tratar todo mundo igual parece justo.
Mas pode ser uma forma sofisticada de gerir mal.
Mesmo nível de direção para quem domina e para quem está aprendendo produz duas injustiças ao mesmo tempo: sufoca um e abandona o outro.
Bloco pessoas35
O critério que destrava a centralização

Nem toda decisão
merece o mesmo controle.

Decisão reversível

Se der errado, se corrige rápido e barato

O time decide e informa depois

O erro ensina e custa pouco

Exemplos: ordem de abordagem, roteiro da visita, horário de follow-up

Decisão irreversível

Se der errado, o custo fica

Risco explícito e decisão compartilhada

A liderança valida antes

Exemplos: condição fora da política, exceção comercial relevante, compromisso jurídico

Não centralize decisões reversíveis como se todas fossem irreversíveis.
Bloco pessoas36
Delegar não é avisar

Cinco acordos. Se faltar um,
volta para a sua mesa.

01 · Resultado
O que precisa estar pronto, e como se reconhece que ficou bom.
02 · Limites
O que não pode ser feito de jeito nenhum. O inegociável dessa tarefa.
03 · Recursos
Com o que ele conta: tempo, acesso, orçamento, apoio de quem.
04 · Checkpoint
Quando vocês olham juntos, antes do prazo final. É o acordo mais esquecido e o que evita o retrabalho.
05 · Critério de retorno
Em qual situação ele volta para você antes de decidir. Sem isso, ou ele trava ou ele atropela.
Autonomia sem clareza vira abandono. Clareza sem autonomia vira controle.
Bloco pessoas37
Ferramenta 3 · Caderno pág. 9

Plano individual
de desenvolvimento.

Use o mesmo corretor da Ferramenta 1.
  • Onde ele está hoje: origem da baixa performance e nível de autonomia naquela tarefa específica, não na função inteira.
  • Onde ele precisa estar em 90 dias, descrito em comportamento observável.
  • Qual a uma coisa que precisa mudar primeiro. Só uma.
  • O que você vai fazer, com data. E quando vocês revisam juntos.
Bloco pessoas30
Modelo de resposta

Um plano que cabe em cinco linhas.

ItemExemplo preenchido
QuemRodrigo, 1 ano e 4 meses de casa, nível de autonomia 1
Onde está hojeOrigem: processo. Apresenta imóvel sem diagnóstico prévio em 9 de 9 visitas acompanhadas
Onde precisa estar em 90 diasConduz a visita fazendo pelo menos 3 perguntas de necessidade antes de mostrar qualquer ambiente, sem eu estar junto
A única coisa primeiroO roteiro de abertura da visita. Só isso, nada além disso, até ele fazer sozinho
O que eu façoEscrevo o padrão até sexta. Demonstro em 2 visitas até o dia 30. Observo 2 visitas dele em setembro sem intervir
Revisão1:1 do dia 15 de cada mês. Critério: as 3 perguntas aconteceram ou não
Repare: a meta é filmável. Se não dá para observar acontecendo, não serve como meta de desenvolvimento.
Bloco pessoas31
O que fica na sua mão
A explicação confortávelA devolução
"Esse corretor não tem perfil"Nunca testei se é processo, habilidade ou disciplina antes de concluir
"Já falei mil vezes"Falar mil vezes não é método. Nenhuma das mil teve fato, acordo e data
"Ele não tem fome"Ele está no mesmo nível de autonomia há dois anos e nunca teve plano
Bloco pessoas32
03
Bloco · sistema

O SISTEMA DE
GESTÃO DO LÍDER

Bloco sistema33
O que vocês construíram

Não foram três dias.
Foi um sistema.

Dia 1 · Liderar
Padrão, rotina, conversa e consequência. Matriz de presença e autonomia. Critério de passagem.
Dia 2 · Gerir
Volume, conversão e velocidade. Contrato de uso do Nav. Painel com limite. Cadência com dia e hora.
Dia 3 · Potencializar
Origem da baixa performance. Método de feedback. Plano individual. Ferramentas que devolvem tempo.
Separados, são anotações. Juntos e escritos em uma página, viram a forma como você conduz a sua operação.
Bloco sistema34
O sistema tem seis peças
01 · Processo
As etapas e os critérios de passagem. O que todo mundo faz igual.
02 · Pessoas
Quem faz o quê, em qual nível de autonomia, com qual plano.
03 · Dados
Os poucos números que você olha, com par de qualidade e limite.
04 · Ritual
Quando cada coisa acontece. Com dia e hora, não com frequência.
05 · Ferramenta
O que faz o trabalho repetitivo por você e devolve tempo para os outros cinco.
06 · Decisão
O que você faz quando o limite é atingido. Sem isso, os cinco anteriores são enfeite.
Bloco sistema35
O sistema fura sempre no mesmo lugar
Se faltaO que acontece na prática
ProcessoCada corretor vende do seu jeito e nada é reproduzível
PessoasO padrão existe no papel e não acontece na visita
DadosVocê descobre o problema quando o mês já fechou
RitualVocê sabe o que fazer e nunca tem tempo de fazer
FerramentaO seu dia inteiro vai embora em tarefa que não exige você
DecisãoTudo acima existe, e nada muda
Bloco sistema36
Ferramenta 4 · Caderno pág. 12

O seu sistema de gestão,
em uma página.

  • Para cada um dos seis componentes, escreva o que já existe hoje na sua operação.
  • Marque com uma nota de 0 a 10 o quanto cada peça está de pé.
  • Circule a peça mais fraca. É onde o seu sistema vaza.
  • Escreva o que muda nessa peça nos próximos 30 dias, com responsável e data.
Bloco sistema37
Modelo de resposta

Um sistema de gestão em uma página.

PeçaNotaO que já existe hoje na minha operação
Processo7Seis etapas definidas e critério de passagem escrito na semana passada. O time ainda não usa igual
Pessoas3Sei o nível de autonomia de cada um de cabeça, mas ninguém tem plano escrito e não existe 1:1
Dados6Seis indicadores escolhidos, com par de qualidade. Faltam os limites em três deles
Ritual5Reunião de segunda existe e funciona. Diário e 1:1 não existem
Ferramenta4Nav usado como registro. Nada automatizado. Duas horas por semana em relatório manual
Decisão6Decido quando o número aparece ruim, e não quando o limite é atingido. Chego sempre tarde
A peça mais fraca3Pessoas. Tenho processo e dado, e não tenho ninguém sendo desenvolvido. Por isso o padrão não vira comportamento
Nos próximos 30 diasInstalo o 1:1 quinzenal com os 4 corretores do meio da curva. Começo dia 26. Plano escrito para os 4 até o dia 5
Bloco sistema39
Onde o sistema vira rotina

Se não cabe na semana,
não existe.

QuandoO quêQuanto tempo
Todo dia, primeira horaOlhada na velocidade e na carteira sem próxima ação10 min
Segunda, hora fixaReunião comercial nos quatro blocos50 min
Ao longo da semanaAcompanhamento presencial de visita ou atendimento2 horas
Quinzenal, por corretor1:1 de desenvolvimento, com evidência do Nav30 min
Sexta, fim do diaLeitura do funil e preparo da segunda20 min
Some tudo. Cabe. O que não cabe é a operação inteira passando pela sua mesa.
Bloco sistema38
Ferramenta 5 · Caderno pág. 14

A sua semana-padrão.

Com a agenda aberta. Não é planejamento, é marcação.
  • Marque os blocos fixos na agenda da próxima semana, agora, na frente de todos.
  • Identifique o que vai sair para esses blocos caberem.
  • Defina quem mais precisa saber que esse horário é intocável.
Bloco sistema39
Modelo de resposta

A minha semana, marcada na agenda.

RitualDia e horárioDuraçãoQuem participa e qual decisão sai dali
Olhada diáriaTodo dia, primeira coisa da manhã10 minSó eu. Saio com a lista de quem recebeu lead e não ligou, e mando na hora
Reunião comercialSegunda, início do expediente50 minTime inteiro. Sai o compromisso individual da semana, com nome e número
Acompanhamento em campoQuarta, período da tarde2 horasDois corretores por semana. Saio com evidência observada para o 1:1
1:1 de desenvolvimentoQuinta, manhã, dois por vez30 min cadaUm comportamento acordado, com data de verificação
Leitura do funilSexta, fim do dia20 minSó eu. Saio com a pauta da segunda já pronta
O que saiuA reunião de alinhamento de quinta com o administrativo, que virou um resumo escrito. E parei de entrar em negociação de corretor sênior sem ser chamado
Quem precisa saberA diretoria e o administrativo. Horário bloqueado na agenda compartilhada, com o motivo escrito
Some tudo: menos de 6 horas por semana. O que não cabe é a operação inteira passando pela sua mesa.
Bloco sistema53
A cultura da sua operação é aquilo que acontece quando você não está olhando.
Controle cansa. Convicção transforma. E convicção nasce de um sistema que as pessoas entendem.
Bloco sistema40
Plenária

Três frases.
Nada além disso.

  • A peça mais fraca do meu sistema, e como eu sei disso.
  • A conversa que eu vou ter, com quem e em qual data.
  • O que sai da minha semana para o sistema caber.
Palavras proibidas, as mesmas dos outros dias: treinar, conscientizar, alinhar e engajar.
Bloco sistema41
Modelo de resposta

As minhas três frases.

FraseComo eu responderia
1 · A peça mais fracae como eu sei dissoPessoas. Tenho processo escrito e painel com limite, e nenhum dos 9 corretores tem plano de desenvolvimento. Nota 3 de 10. A prova é que o padrão de visita existe no papel há dois meses e 6 de 9 continuam sem cumprir
2 · A conversacom quem e em qual dataCom o Rodrigo, terça, dia 26, às 9h. Sobre as 9 visitas em que ele apresentou o imóvel antes de perguntar qualquer coisa. Já está na agenda dele e na minha
3 · O que sai da semanapara o sistema caberSai a reunião de alinhamento de quinta com o administrativo, que vira resumo escrito. E paro de entrar em negociação de corretor sênior sem ser chamado. Isso me devolve 3 horas
A primeira tem evidência. A segunda tem nome e data. A terceira tem uma renúncia. Sem os três, não é decisão.
Bloco sistema55
O que fica do Dia 3
  • Na maior parte das vezes não é problema de gente. É problema de diagnóstico.
  • Das quatro origens da baixa performance, três são responsabilidade da liderança.
  • Feedback é o que muda o próximo comportamento. O resto é desabafo.
  • Você não cobra a pessoa. Cobra o combinado. Se não houve combinado, não há o que cobrar.
  • O sistema tem seis peças, e ele só existe de verdade se couber na sua semana.
Bloco sistema42
Compromisso individual
Uma frase, escrita à mão, no caderno:
Vou ter a conversa com ______, no dia ______, sobre ______, e o que eu quero que mude é ______.
Pessoa, data, assunto e mudança esperada. Sem os quatro, continua sendo uma conversa adiada.
Bloco sistema43
Modelo de resposta
A mesma frase, preenchida:
Vou ter a conversa com o Rodrigo, no dia 26, terça, às 9h da manhã, sobre as 9 visitas em que ele apresentou o imóvel antes de perguntar qualquer coisa, e o que eu quero que mude é que ele faça 3 perguntas de necessidade antes de mostrar qualquer ambiente.
A pessoa
Nome. Não "o time".
A data
Dia e hora. Sem isso continua adiada.
O assunto
Fato observável, não adjetivo.
A mudança
O que dá para ver acontecendo.
Bloco sistema44
Amanhã · Dia 4

Amanhã a sala muda.
Entram os corretores.

  • Tudo que vocês construíram em três dias chega na ponta
  • CRM, carteira, processo de venda, argumentação e rotina comercial
  • E posicionamento digital
Amanhã vocês não são a plateia. São a liderança na frente do time. O que vocês fizerem na sala vai ser lido como o padrão da casa.
Bloco sistema45
DIA 3 · CONCLUÍDO

QUEM APRENDE,
LIDERA.

Amanhã, com o time.
E com a conversa marcada na agenda.
GUILHERME MACHADO · IQR
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